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  • Daniela Ribeiro Tito Rosa

PÓS COVID-19, o que fica quando a doença acaba? Como a Fitoterapia e o Reiki podem ajudar?

A COVID-19 é uma infecção respiratória aguda, com elevado potencial de gravidade, que tem como agente etiológico o SARS-CoV-2. Sintomas sugestivos de COVID-19 incluem febre, tosse, dispnéia, cefaléia, hiposmia, anosmia e ageusia.


Sabe-se que cerca de 80% dos pacientes apresentam doença leve a moderada, necessitando apenas de tratamento sintomático e isolamento social, enquanto os outros 20% evoluem para quadro de síndrome respiratória aguda grave, necessitando de terapia intensiva.


Os fatores de risco associados à maior gravidade da doenças, dentre eles podemos citar idade acima 60, presença de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, obesidade, doenças respiratórias crônicas e neoplasias. Entretanto, não são raros os casos de adultos jovens, aparentemente saudáveis, que permanecem internados por período prolongado devido à COVID-19.


Evidências recentes têm mostrado que a COVID pode representar, para algumas pessoas, o comprometimento da saúde, tanto física quanto mental, mesmo após o período agudo da doença. Dados da UK COVID Symptom Study demonstram que alguns pacientes com doença leve a moderada referem persistência de sintomas por meses após a fase aguda. A queixa é ainda maior entre os que foram hospitalizados, próximo de 90%.

Os principais sintomas persistentes são: tosse, febre, fadiga, dispneia, dor torácica e muscular, cefaleia, lesões cutâneas, alterações neurocognitivas e problemas de saúde mental (ansiedade, depressão, transtorno do estresse pós-traumático, etc).


Entretanto, o mesmo estudo que elencou as complicações observou que muitos pacientes apresentam boa recuperação com suporte holístico, repouso e tratamento sintomático.


Não existem evidências científicas de medicamentos ou terapias específicas para o tratamento da COVID-19. Entretanto, a abordagem sintomatológica focada na melhoria da qualidade de vida e na saúde mental, bem como no fortalecimento do sistema imune, utilizando-se a Fitoterapia, possui respaldo em literatura.

O “Mapa de evidências em Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) no contexto da Covid-19” reuniu evidências de imunoestimulação por plantas medicinais, como a Echinacea purpurea, além de formulações para sintomas como febre, mialgia, coriza e outros. No artigo "Foods, nutraceuticals and medicinal plants used as complementary practice in facing up the coronavirus (covid-19) symptoms: a review.", uma seção foi dedicada às plantas brasileiras, com referência a produtos de ampla utilização (Curcuma longa, Uncaria tomentosa, Lippia alba, Allium sativum, Vernonia polyanthes, etc) e com ações antiinflamatória, de controle de ansiedade, e alívio de sintomas respiratórios.


O Reiki é uma técnica japonesa que se utiliza de energia sutil (“rei” significa energia universal, e “ki” energia vital), através de técnicas de imposição de mãos, para auxiliar no tratamento e prevenção de doenças e alterações físicas, mentais e emocionais. Dentre seus benefício, o principal e o reequilíbrio do indivíduo, importante no processo de recuperação e reabilitação.


O Hospital Albert Einstein, há alguns anos, incluiu Práticas Integrativas na assistência de pacientes com câncer com objetivo de proporcionar momentos de relaxamento e bem estar, a fim de reduzir a ansiedade e o estresse, seja este emocional, físico ou mental. (Informações disponíveis em: https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/conheca-oncologia-einstein/medicina-integrativa).


No contexto da COVID-19, o Reiki é ferramenta de apoio importante para alívio de sintomas neuropsíquicos, auxiliando até mesmo o comprometimento do paciente com o tratamento e o auto cuidado.

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